A invasão ao Centro de Treinamento do Corinthians: uma triste repetição

O Corinthians é um dos maiores clubes de futebol do Brasil e conta com uma grande torcida apaixonada. Infelizmente, porém, essa paixão muitas vezes se transforma em violência e vandalismo. Nos últimos anos, o Centro de Treinamento do clube tem sido palco de invasões e ataques por parte de torcedores organizados.

2011: carros vandalizados após eliminação na Libertadores Em 2011, depois da eliminação do Corinthians na Libertadores para o Tolima (COL), um grupo de torcedores invadiu o CT e quebrou vidros de vários carros. Os jogadores estavam chegando da Colômbia e o ônibus precisou mudar de rota para evitar problemas maiores. Felizmente, não houve agressões físicas.

2014: terror e ameaças a jogadores, funcionários e roubo de celulares Em 2014, a invasão ao CT foi ainda mais violenta e assustadora. Dezenas de homens invadiram o local, alguns com pedaços de pau e facas nas mãos. Uma funcionária do clube foi agredida e o jogador Paolo Guerrero também foi espancado. Houve roubo de celulares e depredação, e o elenco teve que montar uma barricada para se proteger. O principal alvo era Alexandre Pato, e alguns invasores falavam até em “quebrar a perna” dele.

2023: nova invasão

2023: nova invasão com exigência de conversa com o elenco E, infelizmente, hoje mais uma vez o CT do Corinthians foi invadido por torcedores organizados. Um grupo fez um buraco na grade do CT e interrompeu o treino para exigir uma conversa com os jogadores. Nas fotos que viralizaram, Bruno Méndez, Cantillo e Júnior Moraes são alguns dos atletas que aparecem ouvindo as cobranças, além do auxiliar Thiago Larghi. Felizmente, não houve agressões físicas.

A repetição de um triste episódio. É lamentável que esse tipo de episódio se repita com frequência no futebol brasileiro. Torcedores organizados invadem centros de treinamento, ameaçam jogadores e funcionários, depredam o patrimônio do clube e geram um clima de tensão e violência. Essa cultura de intolerância e agressividade precisa ser combatida de forma enérgica pelas autoridades e pela própria sociedade.

O futebol deve ser um esporte que une as pessoas, que promove o fair play e que valoriza o talento e o esforço dos atletas. Não pode ser um campo de batalha onde impera a violência e o ódio. É preciso que todos os envolvidos no futebol – jogadores, técnicos, dirigentes, torcedores e jornalistas – se unam em torno de um objetivo comum: a paz nos estádios e nos centros de treinamento.

Este blog utiliza cookies para garantir uma melhor experiência. Se você continuar assumiremos que você está satisfeito com ele.