Por que o Campeonato Paulista não vale nada?

O Campeonato Paulista tem crescido em popularidade nos últimos anos, com um aumento de 48% no público presente nos jogos. Isso indica que talvez tenhamos errado ao dizer que o estadual “não vale nada” por tanto tempo.

Apesar disso, ainda existe uma hierarquia clara de importância dos torneios no futebol brasileiro: Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil, nessa ordem, seguidos pelos estaduais.

Organização do calendário

No entanto, é evidente que o calendário precisa ser organizado e os grandes clubes precisam ser retirados das maratonas do início do ano. Isso pode ajudar a aumentar a qualidade do futebol e tornar as competições mais interessantes para os torcedores.

Quando times de camisa, como Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Atlético, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, entram em campo, a competição sempre vale muito mais. Isso explica o crescimento significativo do público presente nos estádios durante o Paulista deste ano.

Planos de sócios-torcedores

Parte desse sucesso pode ser atribuído aos planos de sócios-torcedores, que dão pontos para aqueles que vão aos jogos regularmente. Esses pontos são cruciais para os torcedores de Corinthians e Palmeiras que buscam ingressos para as partidas mais importantes do Brasileirão e da Libertadores.

O aumento do público pode ser resultado da saudade dos clubes, especialmente após a pausa provocada pela Copa do Mundo. Desde novembro do ano passado, não víamos os times em campo e isso pode ter criado uma demanda reprimida pelos jogos.

Finais do Campeonato Paulista deste ano

Este ano, o Campeonato Paulista terá apenas um grande time entre os semifinalistas. Isso pode levar a uma queda de público, audiência e engajamento nas redes sociais. No entanto, também mostra que há mais forças em campo e que o campeonato está sendo disputado por equipes da Série A e pelo Ituano, que quase subiu no ano passado.

Antes de 1988, havia a chance de revitalizar os campeonatos estaduais e seguir o modelo de classificação por ranking das federações, semelhante ao da Champions League atual. Rio e São Paulo indicariam quatro representantes, Minas e Rio Grande do Sul, dois, como hoje Inglaterra, Itália, Espanha e Alemanha têm quatro representantes na Champions.

Construção de um grande campeonato nacional

Outra possibilidade seria criar um grande campeonato nacional, com acesso e rebaixamento, para a elite do futebol brasileiro. No entanto, em 35 anos, o Brasil não fez nem uma coisa nem outra.

O Brasileirão teve as edições de 2019 e 2022 com a segunda e terceira maior média de público de todos os tempos. Mesmo assim, ainda estamos muito abaixo dos números de espectadores nos estádios de outros países, como Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França. Isso mostra que há muito a ser feito para melhorar a experiência do torcedor nos estádios brasileiros e atrair um público ainda maior.

Impacto do fim do ranking de classificação

O presidente da CBF acabou com o ranking como sistema de classificação para a Copa do Brasil, o que resultou em mais vagas para os estaduais. Isso significa que times como Corinthians, Santos, São Paulo e Botafogo não têm garantia de disputar o torneio nacional, o que pode prejudicar os detentores de direitos de transmissão dos jogos.

O aumento do público no Campeonato Paulista deste ano mostra que talvez tenhamos subestimado a importância dos estaduais por muito tempo. No entanto, ainda há muito a ser feito para melhorar a organização do calendário e atrair um público ainda maior para os estádios brasileiros. Seja revitalizando os campeonatos estaduais ou construindo um grande campeonato nacional, é preciso buscar soluções para melhorar o futebol brasileiro como um todo.

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